Dra Elaine Miwa Watanabe

Dra Elaine Miwa Watanabe
Otorrinolaringologista
Zumbido tem tratamento

Descubra Seu Tipo de Zumbido No Ouvido

Dra Elaine Miwa Watanabe é médica otorrinolaringologista pesquisadora em zumbido no ouvido

Antes de tudo, é fundamental entender que zumbido no ouvido não é uma doença, mas sim um sintoma. Portanto, sua presença indica que algo está gerando esse som, seja no ouvido, no sistema auditivo ou até em outras partes do corpo. Assim, o modo como cada pessoa percebe esse som pode variar bastante, dependendo da causa e de fatores individuais, como saúde geral, ruído ambiente e até mesmo estresse.

Além disso, embora um tipo de zumbido específico possa ter várias origens, é possível que uma mesma pessoa apresente mais de um tipo de zumbido ao mesmo tempo. Isso significa que os tratamentos podem precisar ser múltiplos ou combinados. Por isso, descobrir exatamente qual tipo de zumbido se tem é o primeiro passo essencial para um tratamento eficaz.

A Importância de Identificar o Tipo de Zumbido

Em primeiro lugar, saber o tipo de zumbido permite ao médico (otorrinolaringologista ou especialista em saúde auditiva) rastrear causas potenciais: lesões no ouvido interno, perda auditiva, problemas vasculares, infecções, exposição ao ruído alto, uso de medicamentos, entre outros. Se essa fase diagnóstica for feita com clareza, então será possível evitar tratamentos desnecessários.

Além disso, ao identificar características sonoras específicas — como chiado, apito, pulsação ou musical  — o médico pode escolher terapias mais adequadas. Por exemplo, tratamentos para zumbido contínuo são diferentes dos pulsáteis. Portanto, detalhar bem como acontece o som é essencial.

Tipos Comuns de Zumbido: Exemplos Que Ajudam

Você sabia que existe uma variedade enorme de percepções sonoras associadas ao zumbido? A princípio, os mais comuns envolvem:

  • Chiado ou apito — sons agudos, bem definidos.
  • Comparações mais subjetivas, como barulho parecido com panela de pressão, cigarras cantando, tambor, motor de geladeira, rádio fora de sintonia ou abelhas zunindo.
  • Sons naturais, por exemplo ondas do mar.

Zumbido pulsátil — pode ou não acompanhar o mesmo ritmo dos batimentos cardíacos, chegando a “pulsar” no ouvido, de forma regular ou arrítmico.

Ou seja, cada pessoa interpreta o som de um modo diferente. Ademais, ainda há distinção entre sons contínuos ou intermitentes, altos ou baixos, finos ou grossos — todas essas variações importam.

Características Que Devem Ser Observadas

Para ajudar no diagnóstico, convém que você se pergunte e observe os seguintes pontos:

  1. É um som contínuo ou some de vez em quando?
    Se é contínuo, o som está presente quase todo o tempo. Se é intermitente, há momentos de alívio.

  2. O som é grosso ou fino?
    Sons graves tendem a ser percebidos como “mais cheios”, “vazios”, enquanto sons agudos são mais piercing ou estridentes.

  3. É chiado ou apito?
    Apitos são agudos, frequência alta; chiados podem ser mais suaves ou espalhados.

  4. O volume oscila?
    Existem horários piores ou melhores? Por exemplo: mais evidente à noite, em locais silenciosos, ou quando há muito estresse.

  5. Parece pulsar ou acompanhar o ritmo do coração?
    Se sim, pode ser o zumbido pulsátil — esse tipo muitas vezes está ligado a circulação sanguínea ou pressão arterial.

  6. Existe ritmo?
    É um batido regular ou irregular? Parece uma batucada?

  7. Outras pessoas escutam também?
    Se sim, pode indicar que existe uma fonte externa ou mesmo um problema físico com ressonância. Se não, costuma ser interno.

  8. Tem melodia ou algo como música?
    Algumas pessoas relatam ouvir algo parecido com música ou trechos musicais — isso é um tipo de zumbido bem particular. Se for musical, tem vozes de fundo que cantam com palavras?

  9. É em um ouvido ou ambos? Ou parece estar dentro da cabeça?
    Localizar ajuda no diagnóstico: unilateral ou bilateral, ou sensação centralizada na cabeça.

  10. Há mais de um tipo de zumbido ?
    Por exemplo, um apito + um chiado, ou som fixo + som pulsante. Isso complica, mas dá pistas valiosas.

Por Que Todos Esses Detalhes Importam

Sem dúvida, todos esses componentes são cruciais por vários motivos:

  • Porque ajudam o especialista a identificar a causa exata. Por exemplo, zumbido pulsátil pode indicar problema vascular. Chiado constante pode sugerir dano em células auditivas.
  • Porque evitam tratamentos “às cegas”, que nem sempre funcionam ou podem ser desnecessários. Assim, saiba porque seu zumbido não melhora.
  • Porque permitem traçar um plano de tratamento personalizado: uso de aparelhos auditivos, terapia sonora, higiene do sono, controle de estresse, remédios ou intervenções cirúrgicas, dependendo da origem.
  • Porque ajudam a definir expectativas realistas. Ou seja, você sabe o que buscar, quanto tempo pode levar para melhorar e quais ajustes serão necessários.

Além disso, entender bem seu tipo de zumbido também reduz a ansiedade — afinal, muitas pessoas ficam angustiadas porque não sabem de onde vem o som ou por que ele varia.

Passos Práticos Para Identificar Seu Zumbido

Para facilitar, aqui vão algumas orientações para você mesmo observar, anotar e levar ao médico:

  • Mantenha um diário de zumbido: quando aparece, quanto dura, qual intensidade, se há variação no silêncio ou com barulho de fundo, se pulsa com o pulso, se tem alguma coisa que piora ou melhora.

     

  • Grave o som: é raro, mas alguns tipos de zumbido podem ser ouvidos por outras pessoas, então, se possível, tente registrar caso seja um zumbido que possa ser ouvido no ambiente.

     

  • Observe fatores desencadeantes: barulhos altos, uso de fones, dia estressante, falta de sono, cafeína, mudança na pressão arterial.

     

  • Faça exames auditivos: ao passar no médico, será feito um exame físico e eventualmente solicitado alguns exames de acordo com o tipo de zumbido .

     

  • Consulte o médico: otorrinolaringologista é o médico que geralmente tem mais expertise na lida com zumbido.

     

Conclusão: Identificar Para Tratar Melhor

Portanto, identificar qual tipo de zumbido você tem não é questão de curiosidade — é etapa determinante para uma abordagem eficaz. Descobrir se o zumbido é contínuo ou intermitente, fino ou grosso, pulsátil ou musical, em um ouvido ou nos dois, tudo isso faz diferença.

Assim, ao reunir o máximo de informações sobre o seu zumbido, você não só otimiza o diagnóstico, mas também acelera o processo de encontrar alívio. Mesmo que o tratamento seja complexo ou demore, saber exatamente o que se está enfrentando torna possível escolher as estratégias corretas e evitar perdas de tempo com métodos que não funcionam para seu tipo específico.

Afinal, a experiência de lidar com zumbido pode ser menos angustiante quando você tem clareza. E com clareza, vem a esperança — porque sim, sempre é possível tentar melhorar.

Cuidado com tratamentos “milagrosos”

De fato, existem muitas propagandas que prometem melhora imediata que podem vir disfarçadas  com a frase “aprovado pela ANVISA” ou então “eficaz para o zumbido”. Até porque, mesmo que o zumbido seja tipo chiado igualzinho ao de outra pessoa, não significa que a causa e muito menos o tratamento seja o mesmo. Então, muito cuidado com propagandas enganosas e falso depoimentos! Saiba aqui dicas de como não ser enganar !

Conclusão: Existe Tratamento para o Zumbido no Ouvido, Mas o Diagnóstico É a Chave

Encontrar o remédio certo para zumbido no ouvido exige uma investigação completa da causa feita inicialmente pelo médico. Com o tratamento adequado, que pode envolver outros profissionais da saúde como odontógos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, muitos pacientes conseguem reduzir significativamente o incômodo ou até eliminá-lo. Portanto, se quiser saber mais detalhes sobre tipos de zumbido esse artigo é para você:

Zumbido No Ouvido Não É Tudo Igual: Tipos e O Que Fazer

Referências bibliográficas

  1. Textbook of Tinnitus, 2nd ed.; Schlee, W., Langguth, B., De Ridder, D., Vanneste, S., Kleinjung, T., Moller, A., Eds.; Springer: Cham, Switzerland, 2024
  2. Zumbido. In: Oiticica J, Mezzalira R, Cassou R, Bittar R (Eds.). Zumbido. Thieme Revinter, 2022. 1ª ed. 
  3. De Ridder D, Langguth B, Schlee W. Mourning for Silence: Bereavement and Tinnitus—A Perspective. Journal of Clinical Medicine. 2025; 14(7):2218. https://doi.org/10.3390/jcm14072218
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