Dra Elaine Miwa Watanabe

Dra Elaine Miwa Watanabe
Otorrinolaringologista
Zumbido tem tratamento

Zumbido e churrasco, qual a relação?

Dra Elaine Miwa Watanabe é médica otorrinolaringologista pesquisadora em zumbido no ouvido

Zumbido e churrasco, qual a relação?

Seu zumbido piorou após aquele maravilhoso dia de churrasco, o que pode ser? Antes de mais nada precisamos saber o que é zumbido: trata-se de um som que a pessoa ouve dentro dos ouvidos ou percebe na cabeça, sem se tratar de um som vindo do ambiente. Decerto, os sons podem ser de vários tipos: chiado, apito, cigarras, panela de pressão, motor, onda do mar, fio elétrico dando choque, entre outros.

Primeiramente, por que isso importa?

Certamente, saber se o zumbido piora em algum horário do dia, pode ajudar e muito a pensar em diagnósticos mais assertivos sobre as possíveis causas do zumbido. Por isso, é muito importante não só saber o que melhora, mas também o que piora.

O seu zumbido piora com doces,massas,açúcar?

De fato, existem alguns tipos de zumbido que podem ter causa metabólica e esse pode ser o motivo de piorar com o consumo de bolo, pão, carboidratos simples em geral. Sobretudo, se esse assunto da relação entre zumbido e açúcar te interessar, clique aqui.

O seu zumbido piora após um maravilhoso dia de churrasco?

Certamente, se o zumbido piora após aquele dia de churrasco, a pessoa pode pensar que o consumo de gordura pode piorar o zumbido. Mas não podemos nos esquecer que nesse dia, pode ter também a caipirinha, a cervejinha, a salada de  maionese e eventualmente algum bolo, o pudim e talvez alguns cafezinhos para alongar o papo. Então, temos que levar em conta todas as possibilidades do que pode ter piorado o zumbido neste dia, e talvez, não tenha sido um único alimento “culpado”, mas vários. A saber, se quiser saber mais sobre a relação entre o zumbido e o álcool, clique aqui

Tinha som alto no ambiente?

Além da própria refeição, se houver som alto no ambiente, pode piorar o zumbido, assim como quando vamos a algum show. Aliás, se quiser saber mais sobre a relação entre zumbido e som alto, clique aqui.

Eu só comi carne e o zumbido piorou, tem relação?

Eventualmente, se a pessoa tiver algum problema de mordida, mastigação ou articulação temporomandibular, o zumbido pode piorar com o esforço que fazemos ao comer carne ou alimentos mais endurecidos tais como castanhas, amendoim e até mascar chiclete insistentemente, você sabia dessa? Enfim, caso queira saber mais detalhes sobre a relação entre zumbido e problema de mordida ou articulação temporomandibular clique aqui.

Eu não comi nada nesse churrasco e meu zumbido piorou por que?

Conforme a correria, muitas vezes quem organiza o churrasco trabalha bastante e às vezes até “esquece” de comer, não é mesmo? Dessa forma, o jejum prolongado não é nada bom para zumbido, especialmente se a pessoa tiver alterações metabólicas que dependam da nossa alimentação para funcionar adequadamente. Inesperadamente, pessoas com condições específicas como Síndrome de Menière , enxaqueca, migrânea vestibular, o jejum pode servir de gatilho para crises e junto piorar ou até aparecer o zumbido. Aliás, nas palavras em azul para saber mais sobre Síndrome de Menière e Enxaqueca.

Saber o diagnóstico é o primeiro passo em direção ao alívio

Atualmente, os conceitos de tratamento para zumbido estão mudando a cada dia. Inicialmente, meu conselho é: procure saber a causa. A partir daí é possível prosseguir com o tratamento. E lembre-se, se o seu tratamento não estiver melhorando, talvez você não esteja focando na causa predominante ou talvez tenha que fazer mais de um tratamento simultaneamente. Ao mesmo tempo, cada patologia tem seu tempo de tratamento, algumas têm respostas mais rápidas e outras nem tanto, então fique atento!

Referências bibliográficas

  1. Textbook of Tinnitus, 2nd ed.; Schlee, W., Langguth, B., De Ridder, D., Vanneste, S., Kleinjung, T., Moller, A., Eds.; Springer: Cham, Switzerland, 2024
  2. De Ridder D, Langguth B, Schlee W. Mourning for Silence: Bereavement and Tinnitus—A Perspective. Journal of Clinical Medicine. 2025; 14(7):2218. https://doi.org/10.3390/jcm14072218
  3. Imagem Pexels
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